O mapa das investigações

Todas as setas apontam para o mesmo lugar. Em cada caso, três respostas: o que aconteceu, onde o Flávio entra e o que isso tem a ver com você.

Toque em cada rosto para abrir o caso
Alerj e patrimônioImóveisRio, milícia e Comando VermelhoEmenda e caso MarielleCaso Master e fraude do INSSFaraó dos BitcoinsEUA e política externaAgenda no Senado

Montante envolvido nas investigações ~R$ 71,5 milhões

R$ 61 miDark Horse, Banco Master e evasão (valor já pago)
R$ 6,0 miMansão com financiamento subsidiado do BRB
R$ 2,06 miSalários da Alerj repassados a Queiroz
R$ 1,6 miDinheiro vivo na franquia Kopenhagen
R$ 638 milImóveis pagos em espécie
R$ 200 milEmenda destinada a pedido do miliciano Peixe
R$ 134 minegociados com Vorcaro para o filme Dark Horse (US$ 24 milhões). Deste valor, R$ 61 milhões já foram pagos e estão somados acima.

Fontes oficiais citadas nas reportagens: STF, PF, PGR, MP-RJ, MPF, COAF, TCU e Abin.

Ato 1. Dinheiro público no bolso

Começa aos 19 anos, com salário sem expediente. Segundo o MP-RJ, o método cresce na Alerj. No mesmo período, cresce o patrimônio: franquia, mansão, imóveis em dinheiro vivo.

Alerj e patrimônio
Funcionário fantasma

O salário sem expediente

Onde o Flávio entra

Aos 19 anos, Flávio recebia salário da Câmara por um cargo de 40 horas semanais em Brasília, na liderança do partido do pai. No mesmo período, fazia faculdade presencial e estágio no Rio.

40h
semanais presenciais exigidas pelo cargo em Brasília
2 cidades
faculdade e estágio no Rio, cargo na Câmara em Brasília
BrasíliaCargo comissionado, 40 horas semanais presenciais.
Rio de JaneiroEstudante de Direito e estagiário presencial.
A primeira setaUma rotina fisicamente incompatível. O modelo de salário sem trabalho volta, maior, na Alerj a partir de 2003.
O que isso tem a ver com você

Salário de quem não aparece para trabalhar é pago com o seu imposto.

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Alerj e patrimônio
Fabrício Queiroz

O salário que voltava

Onde o Flávio entra

No gabinete de Flávio na Alerj, 13 assessores depositaram R$ 2,06 milhões na conta de Fabrício Queiroz, seu assessor e homem de confiança. O MP-RJ denunciou os dois por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

R$ 2,06 mi
em 483 depósitos de 13 assessores na conta de Queiroz
R$ 2,9 mi
sacados em espécie da conta de Queiroz
1. A nomeaçãoAssessores contratados sem rotina presencial na Assembleia.
2. A devoluçãoDe 50% a 90% dos salários voltavam para Queiroz, segundo o MP-RJ.
3. O destinoDinheiro vivo usado em mensalidades escolares, planos de saúde e despesas imobiliárias da família, segundo o MP-RJ.
O que isso tem a ver com você

Era salário pago pela Assembleia do Rio, com dinheiro público, que saía do contracheque dos assessores e voltava em espécie, segundo o MP-RJ.

O outro lado. As provas foram anuladas pelo STJ em 2021 por questão de foro, sem julgamento do mérito. O TJ-RJ arquivou a denúncia, e a investigação pode ser refeita.

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Alerj e patrimônio
Kopenhagen

A loja que depositava mais nos dias vazios

Onde o Flávio entra

A franquia de chocolates de Flávio no Via Parque Shopping recebeu R$ 1,6 milhão em dinheiro vivo. Os picos de depósito caíam em dias de pouco movimento na loja, segundo o MP-RJ.

R$ 1,6 mi
injetados em dinheiro vivo na franquia
Faturamento fictício
segundo o MP-RJ

Para os promotores, a loja era um dos destinos do dinheiro da rachadinha: entrava em espécie e saía como faturamento.

O que isso tem a ver com você

Se o dinheiro vinha da rachadinha, como diz o MP-RJ, era salário público pago com o seu imposto.

O outro lado. Flávio nega irregularidades. As provas do caso da rachadinha foram anuladas pelo STJ por questão de foro, e a investigação pode ser refeita.

Fontes: CartaCapital
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Imóveis
Imóveis

A mansão com crédito de banco público

Onde o Flávio entra

Flávio comprou uma mansão de R$ 6 milhões em Brasília com R$ 3,1 milhões financiados pelo BRB, banco estatal, em condições especiais. No Rio, declarou R$ 638 mil pagos em espécie por imóveis.

R$ 6 mi
mansão no Setor Dom Bosco, em Brasília
R$ 3,1 mi
financiados pelo banco estatal BRB
R$ 638 mil
pagos em espécie em imóveis no Rio

No Rio, revendas rápidas com valorização de até 200%. Em Brasília, taxas especiais e comprovação de renda sob suspeita.

O que isso tem a ver com você

O crédito do senador saiu do BRB, um banco público, que pertence ao povo do Distrito Federal.

Fontes: CartaCapital
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Imóveis
Clã do dinheiro vivo

51 imóveis em dinheiro vivo

Onde o Flávio entra

Flávio está entre os compradores. Comprar imóvel em dinheiro vivo, sem financiamento e sem transferência bancária, é um dos métodos mais comuns para dar aparência legal a dinheiro de origem suspeita, porque a compra não deixa rastro bancário. O levantamento do UOL em cartórios reuniu as compras de Jair Bolsonaro, dos três filhos mais velhos, incluindo Flávio, e de outros parentes desde os anos 1990.

51 de 107
imóveis da família Bolsonaro comprados total ou parcialmente em espécie
R$ 25,6 mi
em dinheiro vivo, em valores corrigidos pelo IPCA

As escrituras registram pagamento "em moeda corrente nacional".

O que isso tem a ver com você

É o mesmo padrão da franquia de chocolates e da mansão do BRB: dinheiro vivo que não passa pelo banco e não deixa rastro. Você paga com Pix, boleto e financiamento.

O outro lado. A família contesta que o termo das escrituras signifique dinheiro em espécie.

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Ato 2. A milícia dentro do gabinete

Medalha para o chefe do Escritório do Crime, a família dele na folha, emenda para o homem hoje condenado no caso Marielle. Os nomes da milícia do Rio passam pelo gabinete de Flávio.

Rio, milícia e Comando Vermelho
Adriano da Nóbrega

A medalha para o chefe do Escritório do Crime

Onde o Flávio entra

Flávio deu a Medalha Tiradentes, maior honraria da Alerj, ao ex-capitão do Bope Adriano da Nóbrega quando ele estava preso por homicídio. Queiroz também fazia depósitos para ele, segundo o MP-RJ.

Medalha Tiradentes
entregue por Flávio a Adriano quando ele estava preso
Chefe
do grupo de extermínio conhecido como Escritório do Crime

Adriano foi morto na Bahia em 2020, durante operação policial.

O que isso tem a ver com você

Entre tantos policiais do Rio, o escolhido para a maior honraria estava preso por homicídio e é apontado como chefe do grupo de extermínio da milícia.

Fontes: CartaCapital
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Rio, milícia e Comando Vermelho
Família do matador

A mãe e a ex-mulher do miliciano no gabinete

Onde o Flávio entra

Flávio manteve no gabinete Danielle Mendonça, ex-mulher de Adriano, de 2007 a 2018, e Raimunda Veras, mãe dele, nos últimos anos desse período. Os salários voltavam em dinheiro vivo para Queiroz, segundo o MP-RJ.

2007–2018
período em que parentes do miliciano estiveram na folha do gabinete
Repasses comprovados
segundo o MP-RJ

O dinheiro que voltava para Queiroz é o mesmo fluxo descrito no caso da rachadinha.

O que isso tem a ver com você

O seu imposto pagava salário à família do chefe do Escritório do Crime.

O outro lado. O caso da rachadinha foi arquivado após a anulação das provas por questão de foro e pode ser refeito.

Fontes: CartaCapital
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Emenda e caso Marielle
O Peixe, chefe do TCP

R$ 200 mil do Senado para o chefe do TCP

Onde o Flávio entra

Em 2023, a assessora de Flávio no Senado negociou por cinco meses com Robson Calixto, o Peixe, apontado como chefe do TCP (Terceiro Comando Puro) e como elo no caso Marielle. O gabinete enviou R$ 199,9 mil de emenda para um projeto indicado por ele, em área da facção.

TCP
Robson Calixto, o Peixe, é apontado como chefe da facção
R$ 199,9 mil
de emenda do senador após pedido dele
9 anos
de prisão para Peixe, condenado pelo STF no caso Marielle
O pedidoPeixe trata com Maria de Fátima Bezerra Castro, secretária parlamentar de Flávio.
O dinheiroEmenda federal para projeto de futebol infantil do Ifop, na Zona Sudoeste do Rio.
O desvioA PF vê sinais de desvio do dinheiro.
O que isso tem a ver com você

Emenda é dinheiro do orçamento federal, o mesmo que falta no posto de saúde e na escola.

O outro lado. Flávio afirma que a emenda foi destinada dentro da legislação.

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Emenda e caso Marielle
Clã Brazão

Os mandantes da morte de Marielle e o pedido de emenda

Onde o Flávio entra

Flávio não é investigado pela morte de Marielle Franco. A seta é outra: em 2023, o gabinete dele orientou Peixe a levar Chiquinho Brazão para reforçar um pedido de emenda. Anos depois, os dois foram condenados pelo crime.

Condenados
pelo STF: os irmãos Brazão, como mandantes do assassinato
2023
Chiquinho Brazão é chamado para reforçar o pedido de emenda de Peixe no gabinete de Flávio
Os mandantesO STF condenou Chiquinho e Domingos Brazão como mandantes da execução de Marielle e do motorista Anderson Gomes.
O eloPeixe, apontado como elo entre executores e mandantes, também foi condenado.
O conviteEm 2023, a assessora de Flávio convidou Peixe para uma cerimônia do gabinete e o orientou a levar o deputado Chiquinho Brazão para reforçar o pedido de emenda.
O que isso tem a ver com você

Marielle foi eleita com mais de 46 mil votos. Os homens condenados pela morte dela buscavam emendas no gabinete de um senador que hoje pede o seu voto para presidente.

Fontes: A Tarde
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Ato 3. O entorno, hoje

Não é coisa do passado. Aliados políticos, clientes do escritório de advocacia e vizinhos de sala aparecem presos, réus ou investigados.

Rio, milícia e Comando Vermelho
Bacellar

O aliado preso sob suspeita de vazar a operação

Onde o Flávio entra

Flávio apoiou Rodrigo Bacellar para a presidência da Alerj. Em dezembro de 2025, foi preso pela PF, suspeito de vazar a operação que mirava TH Joias, outro aliado do grupo.

3/12/2025
preso pela PF na Operação Unha e Carne
Réu no STF
por obstrução de investigação ligada ao CV

Segundo a PGR, as informações sigilosas foram repassadas antes da ação policial e comprometeram a operação.

O que isso tem a ver com você

Quando uma operação contra o crime vaza, quem continua exposto é o seu bairro.

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Rio, milícia e Comando Vermelho
TH Joias

O aliado de Flávio que virou réu por ligação com o Comando Vermelho

Onde o Flávio entra

Flávio tem como aliado TH Joias, ex-deputado estadual que virou réu em setembro de 2026 por organização criminosa ligada ao CV, tráfico e contrabando.

13
atos de corrupção ativa na denúncia do MPF
Réu
no TRF-2 por organização criminosa ligada ao CV

Segundo a denúncia, o mandato era usado para lotar comparsas, negociar armas, intermediar drogas e repassar informação da polícia ao CV no Complexo do Alemão.

O que isso tem a ver com você

Quando o crime tem mandato, é a segurança do seu bairro que entra na negociação.

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Faraó dos Bitcoins
Faraó dos Bitcoins

O senador advogado do entorno do Faraó

Onde o Flávio entra

Flávio acumula o mandato com a advocacia. No STJ, assinou o pedido para trancar a ação penal contra dois ex-sócios do Faraó dos Bitcoins, presos em 2021. O pedido foi negado.

R$ 38 bi
movimentados pela pirâmide de Glaidson Acácio dos Santos, segundo o MPF
R$ 500 mil
pagos ao escritório de Flávio por empresa ligada a consultoria que recebeu repasses do Master

Os ex-sócios foram denunciados por crimes contra o sistema financeiro, gestão fraudulenta e organização criminosa. O mesmo escritório recebeu R$ 500 mil da Contábil Correa por "assessoria jurídica", empresa ligada a uma consultoria que recebeu repasses do Banco Master.

O que isso tem a ver com você

A pirâmide levou as economias de pequenos investidores. O senador trabalhou para livrar os sócios do processo.

O outro lado. Sobre os R$ 500 mil, Flávio diz que a relação é legal e privada.

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Caso Master e fraude do INSS
Fraude do INSS

A sala 2601

Onde o Flávio entra

A Bravo Grafeno, empresa que tem Flávio entre os donos, está registrada na mesma sala de 16 empresas do Careca do INSS. O contador do Careca, hoje preso, faz a contabilidade do escritório de Flávio, e a irmã dele administra esse escritório.

4,3 milhões
de aposentados e pensionistas lesados pelo esquema dos descontos
16 empresas
do Careca do INSS no mesmo endereço da empresa de Flávio
R$ 204,2 mi
recebidos pela Prospect, uma das empresas do grupo, segundo a CPMI
104,8 mil → 2,75 mi
contratos do Banco Master no INSS, depois da mudança de regra de 2022
O endereçoSala 2601 do Edifício Connect Towers, em Águas Claras (DF).
O contadorAlexandre Caetano dos Reis, sócio do Careca numa offshore nas Ilhas Virgens Britânicas, é dono da Voga, que cuida da contabilidade do escritório de Flávio.
A administradoraLetícia Caetano dos Reis, irmã de Alexandre, administra o escritório de advocacia do senador.

A ponte com o Banco Master. Em 2022, ainda no governo Bolsonaro, o INSS mudou as regras do consignado e liberou o cartão de benefícios Credcesta 16 dias depois de uma carta do Banco Master detalhando o produto. A mudança beneficiou Daniel Vorcaro, dono do banco: os contratos do Master no INSS saltaram de 104,8 mil em 2022 para 2,75 milhões em 2024. É o mesmo banco do caso Dark Horse.

O que isso tem a ver com você

O esquema descontou dinheiro da aposentadoria de 4,3 milhões de pessoas sem autorização. Pode ter sido o benefício da sua mãe ou do seu avô.

O outro lado. Flávio nega envolvimento nas fraudes do INSS.

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Ato 4. O irmãozão do banqueiro

R$ 134 milhões negociados com o dono do Banco Master para um filme sobre o pai. O mesmo banco que recebeu quase R$ 1 bilhão da previdência dos servidores do Rio.

Caso Master e fraude do INSS
Daniel Vorcaro

O irmãozão do banqueiro

Onde o Flávio entra

Flávio levou o filme Dark Horse, sobre o pai, a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e negociou R$ 134 milhões. Cobrou parcelas atrasadas por mensagem. Na véspera da prisão do banqueiro, escreveu: "Irmão, estou e estarei contigo sempre."

R$ 134 mi
negociados por Flávio com o dono do Banco Master (US$ 24 mi)
R$ 61 mi
já pagos à produtora do filme, segundo planilhas obtidas pelo Intercept
R$ 970 mi
da Rioprevidência, fundo de aposentadoria dos servidores do Rio, aplicados no Banco Master
A negociaçãoFlávio apresenta o filme a Vorcaro e negocia o financiamento.
A cobrançaSetembro de 2025: mensagens mostram o senador cobrando parcelas atrasadas.
O irmãozãoSetembro de 2026: o STF torna públicas as mensagens de intimidade entre os dois.
O inquéritoFlávio é formalmente investigado no STF pelo financiamento do filme.

Dois fatos lado a lado. O mesmo Banco Master recebeu R$ 970 milhões da Rioprevidência, que paga aposentadorias e pensões de servidores do Rio. A PF investiga se o banco usava a entrada de dinheiro novo, inclusive de institutos de previdência, para sustentar compromissos antigos.

O que isso tem a ver com você

O banqueiro que bancava o filme da família é o mesmo que recebeu o dinheiro da aposentadoria de professores, policiais e enfermeiros do Rio.

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Caso Master e fraude do INSS
Eduardo Bolsonaro

O caminho do dinheiro até os EUA

Onde o Flávio entra

Oito dias depois de Flávio cobrar parcelas do filme, Vorcaro enviou mais US$ 1,6 milhão ao Havengate, fundo nos EUA administrado por Paulo Calixto, advogado ligado a Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio.

US$ 2 mi
enviados ao Havengate 11 dias antes do contrato com a produtora
PF
documentos apreendidos colocam Eduardo na estruturação financeira

Segundo reportagens, Eduardo Bolsonaro e Mário Frias atuaram em paralelo na ponta americana do financiamento.

O que isso tem a ver com você

O dinheiro do filme da família passou por um fundo nos EUA ligado ao irmão do candidato.

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Ato 5. Contra o Brasil que trabalha

Tarifa sobre o produto brasileiro tratada como cálculo eleitoral, minerais estratégicos num memorando com a capa da campanha e ofensiva contra a sua folga.

EUA e política externa
Trump

Os EUA contra o Brasil, com a família por perto

Onde o Flávio entra

Enquanto Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, articulava em Washington, o governo dos Estados Unidos aplicou tarifa de 50% sobre produtos brasileiros e sanções contra autoridades do país. Diante de uma nova tarifa de 25%, Flávio pediu ao governo americano 180 dias de prazo, ou seja, que a decisão só saísse depois da eleição de outubro.

50%
tarifa dos EUA sobre produtos brasileiros em 2025
180 dias
de adiamento pedidos por Flávio para a nova tarifa de 25%, até depois da eleição
Em WashingtonEduardo Bolsonaro defende tarifas e sanções dos EUA contra o próprio país.
A tarifaOs EUA aplicam 50% sobre produtos brasileiros em 2025. Flávio diz que a taxa tem viés político.
O pedido de esperaEm julho de 2026, diante da nova tarifa de 25%, Flávio pede ao USTR 180 dias de prazo. No documento, argumenta que aplicar a tarifa antes do voto fortaleceria Lula.
O que isso tem a ver com você

Tarifa é emprego a menos na indústria e no agro. No pedido de Flávio, o argumento não era o seu emprego, era a eleição.

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EUA e política externa
Terras raras

O subsolo do Brasil em 22 páginas

Onde o Flávio entra

Um memorando de 22 páginas oferecendo o Brasil como parceiro dos Estados Unidos circulou com a capa "Flávio Bolsonaro | 2026 Campaign". Quem assina é André Marinho, filho do suplente de Flávio no Senado. O tema do documento são as terras raras, um grupo de minerais críticos usados em celulares, carros elétricos, turbinas eólicas e armamentos, e que o Brasil tem em abundância.

22 páginas
de parceria Brasil-EUA em minerais críticos, com capa da campanha de Flávio
Interferência dos EUA
é o risco apontado pela Abin para a eleição de 2026

Dois fatos lado a lado. Relatório reservado da Abin enviado à Presidência, ao Ministério da Justiça e ao TSE aponta risco de influência e interferência externa dos Estados Unidos no processo eleitoral de 2026. Ele não afirma que o memorando das terras raras faz parte desse risco.

O que isso tem a ver com você

O subsolo brasileiro de minerais estratégicos aparece oferecido aos EUA num documento com a marca da campanha de Flávio, na mesma época em que a Abin alerta sobre interferência americana na eleição.

O outro lado. O memorando é tratado oficialmente como iniciativa independente.

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Agenda no Senado
Escala 6x1

Contra a sua folga

Onde o Flávio entra

Em setembro, Flávio interrompeu a própria campanha para ficar em Brasília e articular no Senado contra a PEC que acaba com a escala 6x1.

69%
dos brasileiros apoiam o fim da escala 6x1 (Quaest, julho)
44h → 40h
jornada semanal prevista na PEC, com dois dias de descanso e sem corte de salário

Ele defende que a jornada seja negociada entre trabalhador e patrão.

O que isso tem a ver com você

Se você trabalha seis dias para folgar um, foi contra o seu segundo dia de descanso que ele parou a campanha.

O outro lado. Publicamente, evita dizer que é contra. Quando perguntado, disse apenas que votaria a favor do projeto que libera o pagamento por hora trabalhada.

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18 setas. Um nome no centro.

Nenhum desses casos, sozinho, conta a história inteira. Juntos, mostram um padrão que começa em 2000 e chega à campanha de 2026. Confira as fontes e compartilhe o mapa.

Linha do tempo crítica

A escalada do esquema

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